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Encarecidamente: Alexandre Rodrigues Filho, Gabriel Lopes Ribeiro e Marcelo Adorni.







terça-feira, 5 de julho de 2011

Prinz Eugen

  Prinz Eugen foi um cruzador pesado utilizado pela Kriegsmarine durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi batizado homenagem ao príncipe Eugênio de Savóia.
  Sua construção iniciou-se em 23 de abril de 1936 nos estaleiros da Krupp em Kiel, foi lançado ao mar em 22 de agosto de 1938 e comissionado em 1 de agosto de 1940.
  Ao final da Segunda Guerra o navio tornou-se parte da marinha americana, sob a série indicativa IX-300 e afundou em dezembro de 1946 em conseqüência de inundação provocada por avarias sofridas no segundo teste da denominada Operação Crossroads, ultimada em julho de 1946.

Batalhas:

  Por ocasião da Operação Exercício no Reno (Rheinübung), o Prinz Eugen tornou-se o navio escolta do couraçado Bismarck. Em 24 de maio de 1941 os dois navios alemães foram interceptados pelo cruzador de batalha HMS Hood e pelo couraçado HMS Prince of Wales. Nesse combate, o Prinz Eugen teve a primazia de ser o primeiro navio a obter impactos. O Prinz recebeu ordens de separar-se de seu companheiro de incursão e aproou para a França, debaixo de uma forte tromba d'água. Ludibriando a vigiância britânica e auxiliado pelas péssimas condições do tempo, o Prinz tomou o rumo de Brest.
  O porto de Brest era regularmente bombardeado pela RAF, e em 1 de julho o Prinz Eugen foi atingido provocando a morte 60 de seus tripulantes.
  O Prinz Eugen deixou a Alemanha com destino a Noruega em fevereiro de 1942. No dia 23 ele foi interceptado e torpedeado pelo submarino britânico HMS Trident, destruindo parte de sua popa. Depois de alguns reparos em Trondheim o cruzador retornou a Kiel para receber uma nova popa. O Prinz Eugen não estaria novamente operacional até 1943.
  A partir de agosto de 1944 o Prinz Eugen foi utilizado para atacar as unidades e alvos costeiros russos e impedir o avanço pela costa do Mar Báltico, além de transportar refugiados alemães. Em 15 de Outubro de 1944, devido a densa neblina no Mar Báltico, o Prinz colidiu com cruzador Leipzig, quase partindo-o em dois. Durante 14 horas as duas embarcações ficaram a deriva até que pudessem ser separadas. O Prinz Eugen foi reparado em Gotenhafen e depois continuou a disparar seus canhões contra as forças soviéticas.    Em 29 de Março de 1945 o cruzador pesado deixou Gotenhafen pela última vez até chegar a Swinemünde aonde desembarcaria os refugiados. O navio então partiu em direção a Copenhague e devido à falta de combustível não deixaria o porto novamente.
  Ao final da guerra, ele era um dos dois únicos cruzadores operacionais da Alemanha cruzador. O Prinz Eugen rendeu-se aos ingleses em Copenhague em 7 de maio de 1945.








Couraçado rápido classe King George V

  Os couraçados da classe King George V, foram lançados num periodo de duvida relativamente ao armamento da Alemanha e embora tivesse sido considerado um armamento mais poderoso. A classe foi também condicionada pelo tratado de Londres de 1930, que estabelecia uma moratória para a construção de navios couraçados.
  Os britânicos ficaram portanto condicionados pela necessidade de evitar construir novos navios que pudessem ser encarados como uma violação dos tratados assinados quer com os Estados Unidos quer com o Japão. Ao mesmo tempo, a Grã Bretanha tinha assinado um acordo com a Alemanha para tentar conter a possibilidade de expansão daquele país.
  Como os canhões precisavam ser encomendados com maior antecedência a Grã Bretanha optou por encomendar canhões menores, na expectativa de atingir um acordo com as marinhas rivais. Isto levou a que a artilharia principal da classe, em vez de nove canhões de 16" / 406mm em três torres triplas) ficasse por um calibre menor, embora com um maior numero de canhões (dez peças de 14"/356mm).
  O desenvolvimento da classe King George V começou em 1934. Embora inicialmente a velocidade prevista fosse modesta (23 nós), os desenvolvimentos de couraçados cada vez mais poderosos e os programas de modernização da Itália, que aumentaram a velocidade dos navios num processo de reconstrução, levou a que os britânicos revissem as suas necessidades em termos de velocidade máxima que foi então estabelecida em 27-28 nós.

                                                               Em combate:

  A primeira acção militar de navios desta classe ocorreu no célebre recontro com o couraçado alemão Bismarck, quando o couraçado Prince of Wales, ainda em provas de mar, saiu para dar caça ao navio alemão ainda com pessoal civil a bordo tendo efectuado 55 disparos contra o navio alemão antes de problemas mecânicos o terem forçado a retirar. Na mesma acção participou o couraçado King George V, embora na fase final, tendo efectuado um total de 339 disparos.


                                                                Dados principais:

Deslocamento standard: 37338 Ton
Deslocamento máx. : 42753 Ton.
Comprimento: 227.1 M - Largura: 31.4M
Calado: 9.9 M.
Tripulação / Guarnição: 1409


Motores:

Tipo de propulsão: Turbina a vapor
4 x Turbinas acopladas Parsons (0)
8 x Caldeiras (oleo) Admiralty (110000cv/hp)
Autonomia: 27000Km a 10 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 28 nós


                                                               Destino dos navios:


  King George V: Continuou como navio almirante da esquadra metropolitana até 1950 (abatido em 1957 e desmantelado em 1959)
  Prince of Wales: Afundado pelos japoneses em Dezembro de 1941
  Anson: Serviu como navio de treino até ter sido colocado na reserva em 1944 (abatido em 1957)
  Howe: Passou à reserva em 1950 (abatido em 1957)
  Duke of York: Passou à reserva em 1951 e foi abatido em 1958.


          Hms Price of Wales   
        
Hms Prince of Wales



Hms Anson


Hms Anson



 Hms Howe

Hms Howe


Hms King Gorge V

 
Hms King George V


Hms Duke of York

Hms Duke of York







O HMS Hood

  O HMS Hood pertence a uma classe de quatro navios dos quais apenas o Hood foi concluido. Trata-se de um grande Cruzador de Batalha, um conceito aceite antes da I guerra mundial, mas que resultou pouco eficiente na prática.
  No entanto em 1920 era um dos mais recentes e modernos navios da Royal Navy e foi decidido mante-lo. Foi submetido a modernizações de forma a aumentar as suas capacidades, aumentando a sua blindagem, o que fez reduzir a sua velocidade máxima de 32 para 30 nós, mas mesmo assim a blindagem adicionada não resolvia o problema principal da protecção contra projecteis verticais. Foi durante o periodo entre-guerras, o mais poderoso e emblemático navio da esquadra britânica.
  Em 1939 havia planos para aumentar a sua protecção contra projecteis disparados de grandes distâncias que pudessem perfurar a fraca blindagem das cobertas do navio mas o conflito na Europa impossibilitou essa modernização porque o navio era necessário para o esforço britânico de guerra. Após várias operações durante a fase inicial do conflito, o Hood foi afundado em 1941 pelo couraçado alemão Bismarck, num confronto no estreito da Dinamarca.
  O Hood foi atingido por projecteis disparados a grande distância, que perfuraram a protecção vertical das cobertas, e atingiram os paiois do navio. O Hood foi destruido vítima da explosão em cadeia dos seus paiois, por causa da deficiência conhecida e característica dos cruzadores de batalha. Da sua tripulação de aproximadamente 1400 homens, apenas três se salvaram.


                                                                     Dados principais:


Deslocamento standard: 48514 Ton
Deslocamento máx. : 49428 Ton.
Comprimento: 262.8 M - Largura: 31.8M
Calado: 9.7 M.
Tripulação / Guarnição: 1397

Motores:

Tipo de propulsão: Turbina a vapor
4 x Turbinas acopladas Brown Curtiss ()
24 x Caldeiras (oleo) GEC Yarrow (144000cv/hp
Autonomia: 10000Km a 20 nós - Nr. Eixos: 4 - Velocidade Máxima: 30 nós


   
 




Bismarck (couraçado)

  Bismarck, foi um couraçado alemão da classe Bismarck construído e operado durante a Segunda Guerra Mundial. Baptizado com este nome em homenagem a Otto von Bismarck, tornou-se famoso por ser o responsável pelo afundamento do cruzador-de-batalha e orgulho da Marinha Real Britânica, o HMS Hood, durante a batalha do Estreito da Dinamarca, em 1941, e pela subsequente perseguição que culminou na sua destruição, apenas três dias depois. Isso só foi possível após ter sido torpedeado no leme por aviões Fairey Swordfish lançados do porta-aviões Ark Royal, sendo este o primeiro ataque realizado por aviões lançados a partir de um navio. Apenas com o leme avariado, pôde ser alcançado pela esquadra inglesa e afundado após um terrível bombardeamento, tendo perdido mais de 2.000 homens. Em tal batalha, os ingleses alegam ter liquidado o navio alemão com seus torpedos, mas tal fato não é verídico, posto que expedições sub-aquáticas confirmaram que o casco interno está intacto. A verdadeira causa do afundamento foi porque os alemães, vendo os britânicos se aproximarem cada vez mais, com o navio indefeso após quase duas horas de batalha desigual, abriram buracos no casco, para impedir uma tentativa inglesa de tomar a belonave germânica. O couraçado alemão somente foi afundado devido ao grande número de aviões e navios que o cercaram. Além disso, com o leme avariado devido ao ataque de aeronaves Swordfish, o Bismarck só conseguia navegar em círculos, sendo impossível escapar do cerco britânico, que atacou sem piedade o navio e sua tripulação.


                                                                   História


  A concepção deste navio iniciou-se em 1934. A construção do segundo couraçado francês da classe Dunquerque obrigou a um redesenho do Bismarck, que alterou a tonelagem para 42 000 toneladas, embora oficialmente fosse apenas de 35 000 toneladas, segundo o Tratado Naval de Washington. Teria sido projetado para se tornar um explorador comercial, dotado de depósitos de combustível tão grandes quanto os dos navios de guerra fabricados para operar no Pacífico, embora também fosse capaz de fazer frente a navios inimigos.
  Sua construção foi iniciada nos estaleiros da Blohm & Voss em Hamburgo a 1 de Julho de 1936, foi lançado ao mar a 14 de Fevereiro de 1939. Após um treinamento rigoroso no Mar Báltico, partiu para o Atlântico em busca de navios mercantes e comboios aliados. Seria afundado em Maio de 1941 sob o comando do capitão de mar Ernst Lindemann. O Bismarck era considerado a jóia da marinha alemã, e sua prematura perda em combate, alterou totalmente a visão da marinha alemã sobre uso de couraçados. Os submarinos ganharam, então, destaque total na Kriegsmarine até o fim da guerra.



                                                                  Características

Comprimento: 251 m (total) / 241,5 m (linha d’água)
Boca: (largura): 36 m
Calado: 10,2 m
Deslocamento: 41.700 ton. (padrão) / 50.900 ton. (plena carga)
Propulsão: Turbinas a vapor, 3 eixos (138.000 shp)
Velocidade Máxima: 30,12 nós
Blindagem: 320-220mm (lateral), 50 + 80-120mm (convés), 360-180mm (torres) e 340-220mm (barbetas)
Armamento Principal: 8 canhões de 380mm/L45 (4 torres duplas)
Armamento Secundário: 12 canhões de 150mm/L55 (6 torres duplas)
Armamento Antiaéreo: 16 canhões de 105mm/L65 (8 torrres duplas),16 de 37mm/L83 (8 montagens duplas) e 18 simples de 20mm
Aviões: 4 hidroaviões Arado Ar 196
Tripulação: 2.340


      

   






segunda-feira, 4 de julho de 2011

O Stuka Ju-87


Soldados e civis que participaram e presenciaram a invasão alemã na Europa, principalmente durante os primeiros meses da Blitzkrieg, descreviam que, durante aos bombardeiros em suas cidades, um certo avião mergulhava, em ângulos quase retos (90º), sobre os prédios despejando bombas e terror. 

Essa verdadeira hecatombe era acompanhada com o estrondo agudo de uma sirene. Indubitavelmente, a impressão que essas pessoas tinham é que o próprio demônio estava mergulhando dos céus. Mas não era nada de sobrenatural, e sim o famoso STUKA. 

A Alemanha utilizou o "Stuka" pela primeira vez na Guerra Civil Espanhola tripulados por pilotos voluntários da Legião Condor. Posteriormente, na invasão da Polónia (1939), contra alvos fixos, como as bases da Força Aérea Polaca. Além disso, a aeronave foi também utilizada para apoiar o avanço alemão, na função de apoio aéreo aproximado, e combater as tentativas polacas de resistênciano sul do país.

Conseguia carregar grande carga de bombas para seu tamanho pequeno, porém mantendo formas agressivas que eram muito temidas pelos aliados. Em algumas versões, o Stuka era ainda acrescido de uma sirene de mergulho instalada na parte superior do trem de pouso, cujo único propósito era aterrorizar quem quer que estivesse no caminho de suas bombas.

As posições fixas das defesas francesas na região de Sedan, foram alvos fáceis para os "Stuka", embora a incapacidade dos comandantes franceses, demonstrada pela sua recusa em chamar os caças para atacar os "Stukas" tivesse ajudado os alemães.

Imagens:
Junkers Ju 87 Stuka


Ju 87D-3/trop. (W. Nr. 2883)

Vídeo, Stuka em ação:



Vought F4U Corsair


Em 1938,a Marinha Americana abriu concorrência para a construções de caças leves que pudesse ter a velocidade de estol.Nenhum dos projetos apresentados satisfez a Marinha, até ser apresentado o projeto de avião feito pela Vought. 

Dotado de excelente armamento para a época em que entrou em serviço (1943), o F4U se mostrou um caça excelente, que se sobressaía tanto em missões de interceptação quanto em missões de bombardeio. Não tinha a mesma manobrabilidade dos Mitsubishi e Kawasaki japoneses, mas suas seis metralhadoras de 12,7mm transpunham facilmente a fuselagemdos seus inimigos, que quase não possuíam blindagem.


Também dispunha de uma excelente carga de bombas para um caça do seu tamanho, podendo carregar até 908kg de bombas. Isso permitia que o F4U carregasse duas bombas de 1000 libras ou, nos últimos anos da guerra, dez foguetes médios.


Imagens:
 


Vídeo demonstração:

Ilyushin IL-2 Sturmovik




     Foi uma aeronave rústica e eficiente, ele era utilizados em ataques por no solo. A forte blindagem protegia o piloto, e contava com 2 canhões de 23 mm. 
Foi um dos aviões de maior produção na história, com mais de 36.000 em todas as versões. 

A blindagem era armada na própria armação da aeronave, garantindo uma defesa exclusiva e quase impenetrável. Mas como tudo tem seu ponto fraco do Il-2 era o resfriador do motor. Esse ponto fraco foi explorado por ases como Otto Kittel. No campo de batalha, recebeu o apelido Schwarzes Tod (Morte Negra em alemão).


 Esta aeronave teve um papel crucial no Front Oriental, e na opinião dos soviéticos, foi a aeronave de participação mais decisiva na história da guerra moderna. Stalin pretou grande tributo ao Il-2 em sua própria e inimitável maneira: quando uma fábrica em particular ficou atrasada em suas entregas, Stalin telegrafou para o gerente da fábrica, declarando que "Essas aeronaves são tão essenciais para o Exército Vermelho quanto o ar e o pão."

Imagens: 
 .  

Veja uma animação com o IIlyushin IL-2 Sturmovik::